Exposição: “Pão e Fio” de Sonia Navarro
Local:
Sociedade Nacional de Belas Artes - Rua Barata Salgueiro, 36 1250-044 Lisboa
Data:
29.10 - 28.11.2026
A Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, acolhe de 30 de outubro a 28 de novembro de 2026 a exposição“Pão e Fio”, da artista espanhola Sonia Navarro, uma das vozes mais relevantes da arte contemporânea espanhola ligada às práticas têxteis, à memória e às questões de género. Com curadoria de Susana González e promovida pela Galeria NAVE, a mostra reúne obras de diferentes momentos da trajetória da artista, propondo uma reflexão sobre os saberes manuais, as economias de subsistência e as dinâmicas de cuidado historicamente associadas ao universo feminino.
Partindo de materiais como lã, linho, esparto, feltro, borracha e tecidos reutilizados, Sonia Navarro transforma técnicas tradicionais de costura, bordado e reparação em linguagem artística contemporânea. O título da exposição remete para duas necessidades fundamentais da condição humana, alimentar e proteger, evocando simultaneamente formas de trabalho frequentemente invisibilizadas pelos sistemas de reconhecimento social e económico. Através de esculturas, instalações, fotografias e trabalhos têxteis, a artista recupera gestos ancestrais e coloca-os no centro do debate sobre memória, identidade, sustentabilidade e transmissão intergeracional de conhecimento.
Há mais de duas décadas que Sonia Navarro desenvolve uma prática artística centrada na análise das estruturas de poder e das convenções sociais que condicionam o papel das mulheres na sociedade. A sua obra, presente em importantes coleções e instituições espanholas, confronta questões relacionadas com o trabalho doméstico, a mobilidade, a herança cultural e a construção das identidades, valorizando processos colaborativos e formas de produção partilhada.
Com entrada livre, “Pão e Fio” oferece ao público lisboeta uma oportunidade única para conhecer o universo de uma artista que transforma o ato de coser, reparar e conservar numa poderosa metáfora de resistência, cuidado e memória coletiva, afirmando a cultura material como um elemento essencial para compreender a nossa história social e afetiva.